a Caneta

Experiência vicária

Written by allenporto
EXPERIÊNCIA VICÁRIA. Amo o termo, e mais ainda o que ele representa, especialmente no contexto da literatura. Ler um livro e se sentir na pele do autor, ou do protagonista, ou mesmo de uma personagem oculta que quase passa despercebida por todos, exceto pelos seus olhos idiossincráticos.
Viver a experiência do outro e sentir que foi sua. Aprender com os erros dele; admirar e imitar as virtudes dele; vivenciar uma simbiose tão intensa que, em determinado momento da leitura, já não se sabe mais se sou eu ou ele. Alguns dirão que é loucura, e que são as crianças que não conseguem diferenciar a realidade da fantasia, mas eu direi que esses não conhecem o poder das imagens e narrativas.
Há um porém: o potencial positivo é semelhante ao negativo na experiência vicária. Talvez milhares de adolescentes, lendo livros de autoras feministas, tenham ali uma estrutura imaginária de plausibilidade que lhes faz assimilar a cosmovisão das autoras. Jovens assistindo filmes hedonistas se vêem envolvidos pela V1D@ LoKa dos protagonistas, e, em algum momento se pensam vivendo “a realidade” narrada.
Mas talvez uma grande expressão a ser experimentada, está em sentar com pessoas experimentadas, e ouvir suas histórias de vida. A experiência vicária ali seria muito didática. Homens aprendendo a ser homens; mulheres aprendendo a ser mulheres (cf. Tt.2.1-7); casais experimentando – pelos relatos de outros – as crises e as superações. Você não gostaria de fazer parte dessa história?

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